No final dos anos 1980, enquanto a fotografia analógica era a única forma de eternizar momentos, nascia uma paixão em Rondonópolis.
Lucídio Matias dos Santos olhava para as câmeras fotográficas não apenas como engrenagens e lentes, mas como guardiãs de memórias importantes. O começo foi humilde: em uma simples caixa de sapatos, ele organizava as peças e ferramentas dos equipamentos dos fotógrafos profissionais da cidade. Ao fim do expediente do seu trabalho formal, essa caixa ia para casa com ele, onde o conserto acontecia à noite. Assim nasceu a Consercâmera.
Em 1989, o negócio ganhou endereço fixo no tradicional Prédio Prado, no centro de Rondonópolis. Foram quase três décadas no mesmo local.
Nesse período, a fotografia passou por sua transição mais radical, e a Consercâmera acompanhou cada etapa: nos anos 80 e 90, o domínio do filme fotográfico, dos mecanismos manuais e do ajuste de obturadores e flashes de estúdio; nos anos 2000, a chegada dos primeiros sensores, displays digitais e sistemas eletrônicos, que exigiram atualização técnica constante.
Ao longo de 27 anos no Prédio Prado, a Consercâmera se tornou referência na região, atendendo desde o hobbista até o fotógrafo profissional que confiava seu equipamento de trabalho à equipe.
Em 2016, a Consercâmera mudou-se para a Av. Antônio Rodrigues dos Santos, para um prédio próprio, térreo, pensado para oferecer mais conforto e acessibilidade aos clientes.
Hoje a Consercâmera segue como uma empresa familiar. Mais do que consertar circuitos, lentes e sensores, a missão continua sendo a mesma da época da caixa de sapatos: cuidar do equipamento que registra a história das pessoas.
O compromisso com Rondonópolis e com a comunidade técnica e fotográfica local segue firme depois de mais de três décadas de trabalho.